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Secretaria de Cultura de Bofete promove encontro de Cururu

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   No dia 12/02, Bofete foi palco de uma manifestação de raízes, quando recebeu vários cururueiros da região.O evento foi promovido pela Secretaria de Cultura, em parceria com o Fundo de Solidariedade, presidido pela primeira dama Sra. Graziela, Paróquia Nossa senhora da Piedade, com apoio da Prefeitura Municipal.

   Foram aproximadamente seis horas de show, com inicio as 14hs, finalizando por volta da 20hs. Vários nomes do Cururu da região cataram para centenas de pessoas no Salão Paroquial: Jonata Neto (Piracicaba), Manezinho Moreira (Conchas), Dito Carrara (Sorocaba), João Zarias (Pardinho) Cido Garoto (Sorocaba) e o bofetense que reside em Pardinho, Lino Jacinto.

   Também estiveram no evento os violeiros Toninho Paes (Piracicaba) e Claudinho Keller (Pardinho), com a participação da dupla Horacio e Zé Mineiro, sendo o primeiro de Pardinho e o segundo bofetense, filho do falecido Antonio Mineiro.O objetivo do evento foi resgatar as raízes regional e trazer para Bofete um encontro histórico da modalidade, já que o município faz parte das cidades do médio Tietê, onde nasceu o Cururu.

História do Cururu

   O Cururu é uma das mais importantes formas de manifestação interiorana brasileira que veio através do Rio Tietê, trazida pelos bandeirantes, mas com raízes portuguesas. No início, era dançado, mas com o tempo deixou de ser, mas a tradição da cantoria permanece viva na região do médio Tietê que abrange cidades como Piracicaba, Tietê, Conchas, Anhembi, Botucatu e Laranjal Paulista,Sorocaba,tatui,votorantin, Bofete, entre outras.

   A tradição do cururu, que também existe nos estados do Mato Grosso, Goiás e até na Amazônia, manteve o seu berço no interior paulista, que é onde viveram seus grandes nomes, entre eles Cornélio Pires, foi quem levou o cururu aos palcos, ainda em 1910 e mais tarde ao rádio. Nhô-Serra, conhecido como o Cururueiro do Microfone, foi quem melhor popularizou a imagem de cantador, tornando-se talvez, o mais importante de todos no sentido de difundir a tradição (morto em 1997). Pedro Chiquito, também falecido, foi mestre na arte do repente e ficou conhecido como o mais eclético de todos os cururueiros. Parafuso, falecido na década de 1970 e imortalizado por Tião Carreiro & Pardinho com a musica Negrinho Parafuso. Zico Moreira, o maior patrimônio cultural, quando cantava impressionava qualquer pessoa leiga ou letrada na cultura popular, é reconhecido como o maior poeta do gênero.

   Por isso, não se acanhe, se por acaso estiver pela região do médio Tietê, é só avistar algum matuto enrolando um cigarrinho de palha e perguntar onde possa ouvir algum desafio, que com certeza vai ser bem informado, uma vez que você vai estar na região onde nasceu Angelino do Oliveira, Carreirinho, Raul Torres, Serrinha, Cornélio Pires e Capitão Furtado.

   O diretor de cultura Zezinho Ramos comentou que foi um orgulho para Bofete sediar um evento desse nível, uma vez que o município está inserido na rota dos cururueiros, e essa cultura é uma das mais antigas manifestações da região. Zezinho aproveita a oportunidade para agradecer o Cônico Sergio, a presidente do Fundo de Solidariedade, Sra. Graziela, e todos que participaram e colaboraram para o êxito do evento, agradece também o prefeito Torão pelo apoio, e o vereador Mauricio Francisco Vieira (Tito) pela iniciativa de trazer o encontro para Bofete.

 
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