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A redescoberta da América

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Para o europeu, a América foi um equívoco, desde a sua apre-sentação à Europa, ocorrida quando Cristóvão Colombo aqui chegou no dia 12 de outubro de 1492.

Colombo identificou-a como uma ilha do continente asiático, e, assim equivocado, este descobridor anunciou que encontrou um novo caminho para a Ásia. Passado esse equívoco, quando ficou evidente que Colombo chegara a um continente desconhecido pelos europeus, veio o espanto geral. Os sábios da época perguntavam: - De onde teria surgido esse novo mundo, habitado por povos selvagens, se a Bíblia não o mencionou? Então, as respostas se multiplicaram. Umas afirmavam tratar-se de um descarte impuro da autêntica raça humana civilizada, com habitantes sem almas e sem salvação. Outras idealizaram os selvagens, considerando-os como humanos puros e inocentes, ainda imunes à corrupção inerente à vida civilizada.

Mas os interesses econômicos da burguesia mercantilista prevaleceram sobre estes e outros preconceitos dos sábios da época, formados por uma visão medieval do mundo. Alheio a essas conjeturas sobre esse mundo novo, o capitalismo mercantilista resolveu explorar as riquezas da América.

Ouro, prata, pau-brasil, açúcar e outros tantos produtos de luxo desse novo continente estimularam a acumulação de capitais entre os mercadores de algumas privilegiadas nações européias. Foi o toque de finados no feudalismo europeu, e sobre sua sepultura surge na Europa o Capitalismo.

Enquanto isso, na América surge um poderoso sistema colonial, abrigando sociedades cujas elites européias exploravam os trabalhadores escravos, vindos da África para o estafante serviço nas minas de ouro ou nas lavouras de cana. Assim, uma sociedade escravocrata substituiu na América as sociedades tribais, formadas por povos nômades, cuja economia baseava-se na caça e na pesca. Alguns séculos depois, essas sociedades coloniais da América tornam-se independentes de suas metrópoles européias. E uma destas colônias, os Estados Unidos da América, no século 20, ascenderá à condição de país mais desenvolvido do mundo, suplantando as nações européias. Não é encantador verificar que as interpretações preconceituosas que os sábios de cultura medieval propagavam sobre a América descoberta caíram no esquecimento e no desuso, diante dos interesses práticos do Capitalismo Mercantilista?

Ou seja, é na dialética do cotidiano que as ideias e visões do mundo se refazem, e não nas interpretações dos acadêmicos. Eis um bom exemplo do ABC da História, que todo estudante precisa aprender.

 
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