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Vítimas de acidentes alertam motoristas sobre os perigos no trânsito

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   Imprudência pode deixar sequelas para a vida toda e até levar a morte

   Na semana passada divulgamos os dados da seguradora que administra o DPVAT com os índices de acidentes de trânsito. Ao menos 150 mortes diárias nos últimos cinco anos. São números assustadores, mas, parecem não suficientes para sensibilizar os condutores, já que a imprudência dos motoristas é uma das principais causas de acidentes. A desobediência à sinalização, excesso de velocidade, uso do celular no trânsito e dirigir alcoolizado, estão entre as principais infrações. Estatisticamente, 75% dos acidentes foram causados por falha humana (condutor), 12% por problemas nos veículos, 6% por deficiências nas vias e 7% por causas diversas.
   Estamos falando em estatísticas nacionais, mas, os números de acidentes dentro dos limites do município também preocupam. O que significa que mesmo dentro da cidade a lei de trânsito deve ser respeitada. Não só porque você pode ganhar uma multa, mas, porque as regras foram feitas para a sua segurança. São inúmeras vítimas, muitas vidas tiradas e tantas outras que sofreram sequelas e deficiências físicas que ficaram para o resto de suas vidas. Você deve conhecer algumas delas.
   Maurício Donizete Inácio, 47 anos, é uma das pessoas que teve sua vida totalmente afetada pela imprudência. Ele sofreu um acidente no dia 19 de março de 2010. Hoje, cinco anos depois, as lembranças daquela data permanecem vivas para a família. Néia Inácio, esposa do Maurício, nos conta que o marido saiu de casa na Vila Nova para vir ao centro da cidade. Ele estava de moto e no cruzamento da Rua Joaquim Ribeiro da Silva com a Rua Leonardo Mendes Castanho, foi atingido por um carro. Ele foi arremessado na guia, o capacete que estava desabotoado saiu da cabeça e não o protegeu no momento da queda resultando em um traumatismo craniano encefálico (TCE). De acordo com Néia Inácio, o motorista do carro estava bêbado e em alta velocidade.
   Depois do acidente a vida de toda família mudou. Maurício ficou acamado, tem dificuldade nos movimentos e na fala, e depende totalmente de sua família para tarefas básicas do dia a dia, para se alimentar e para a sua higiene pessoal. Depois de todos esses anos a família esta conformada, mas, Neia, diz que ainda sente muita tristeza e revolta quando vê seu marido, que gostava de jogar bola e sair com os amigos, na situação em que está. Porém, admite que se a presilha do capacete estive fechada, assim como manda o código de trânsito, talvez ele não tivesse ficado com sequelas, e deixa um recado. “Motoqueiros nunca deixem de fechar o capacete, mesmo que vá para perto, e mesmo que dirija devagar. Às vezes a culpa pode não ser sua, mas, um motorista imprudente pode acabar com a sua vida, como esse que acabou com a vida do Maurício. E acima de tudo não dirija bêbado”.
   Em 2012 entrou em vigor a lei 12.760, conhecida como Lei Seca, mais rigorosa que as anteriores e que, contribuiu para frear o crescimento continuo nos números de vítimas verificado nos outros anos. As leis e regras de trânsito contribuem, mas, a conscientização, a responsabilidade individual e a noção de respeito ao outro são parte da solução para menos acidentes.
Fernando Santana sofreu acidente em 2011. Ele conta que saiu do trabalho, passou buscar a noiva e estava indo embora para casa no Bairro do Torninos quando na altura de um condomínio do bairro, um carro atravessou a pista contraria e acabou derrubando os dois, a mulher que estava na garupa, mesmo de capacete, sofreu traumatismo e morreu na hora. Eles estavam com o casamento marcado para dali 15 dias. Fernando teve lesão na perna, e como consequência precisa tomar medicamentos todos os dias para evitar um desgaste na cartilagem do joelho. Ele disse que conhecia o motorista do carro e que não quis julgar ninguém, porque um acidente pode acontecer com qualquer pessoa, mas alerta: “Procure sempre ter mais atenção. Não podemos julgar ninguém, mas, sabemos que muitos acidentes acontecem por falta de atenção e podem ser evitados”.

 
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