Jornal Aliança

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Home Colunas Refletindo Vem, Senhor!

Vem, Senhor!

E-mail

A grande tribulação
No final do Ano Litúrgico e início do Advento, refletimos sobre o fim dos tempos. Essa reflexão é chamada de escatologia.
Quanto ao fim, a vinda de Cristo e a hora em que se dará, há sempre gente marcando datas. Jesus é claro: “Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos, nem o Filho, mas somente o Pai” (Mc 13,32).
Parece que Jesus quer dizer; vamos cuidar de viver bem. Então não interessa a hora.
O texto é difícil por ser uma literatura diferente. Era muito usada naquele tempo, como vemos no livro de Daniel.
Os primeiros cristãos, diferentemente de nós, viviam fortemente o sentido da vigília e da espera.
Não podemos interpretar esses sinais a partir dos acontecimentos que vemos em nossa sociedade.
Muitas vezes aconteceu a mesma coisa que ocorre agora e se dizia que era o fim e a vinda do Senhor. E não foi.
Não é por aí que vamos interpretar. O Senhor que deve vir sobre as nuvens é o que vem sempre ao nosso encontro. Aquele Que Vem (ο ερχόμενος) é um nome de Jesus como, por exemplo, Cordeiro de Deus. Vir sobre as nuvens significa a glória de Deus.
Estamos sempre clamando por sua vinda. Rezamos em cada Missa chamando Jesus para vir: “Anunciamos, Senhor, a vossa Morte e proclamamos a vossa Ressurreição, Vinde Senhor Jesus!”
Por que ter medo se estamos chamando? Não há o que temer, pois “Ele enviará seus anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra” (Mc 13,27).
O fim não é para o castigo, mas para o prêmio. Há sempre um desejo profundo desse encontro com o Bom Pastor glorificado.
O Senhor virá para nos levar com Ele. Não se trata de medo, mas de viver para que Deus seja glorificado por nossa vida. Ele: “O Céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão” (Mc 13,31).
Aprendei da figueira
O salmo 15 nos dá confiança e segurança: “Meu destino está seguro em vossas mãos” (Sl 15,5).
A segurança é dinâmica e nos envolve em atitudes de responsabilidade com o Reino. Por isso Jesus manda que olhemos os sinais dos tempos.
Como nós sabemos discernir o que há na natureza (nisso os antigos eram mestres), saibamos também discernir a presença do Reino de Deus e sua vinda para o meio de nós no que acontece pelo mundo.
Hoje não é mais a figueira, mas o conjunto dos acontecimentos.
Não se trata de apressar o fim, mas de levar o Reino a penetrar todas as estruturas sociais.
A imagem da figueira é de vida nova, com os novos ramos cheios de vitalidade.
Por isso o profeta Daniel escreve: “Os que tiverem sido sábios e os que tiverem ensinado a muitos homens o caminho da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).
O compromisso de fé é atual. O Reino está entre nós.
É necessário criar uma espiritualidade para o tempo de espera no momento atual.
Vivemos espiritualidades do passado.
Temos que responder para o mundo da descrença, do desrespeito à vida, dos problemas atuais.
Único sacrifício
Imortalidade está unida a Cristo que venceu. Ao contrário dos sacrifícios do Antigo Testamento que eram sempre repetidos e sem o efeito desejado, o sacrifício único de Cristo perdoou o pecado.
Foi assim glorificado e está à direita do Pai. “Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés” (Hb 10,13).
Agora é a hora da implantação do Reino e a destruição do mal que penetra as estruturas do mundo.
O Reino precisa de nossa dedicação. Jesus não está concorrendo com outros poderes.
A liturgia desse tempo nos leva a refletir sobre o fim, na espera da vinda de Cristo.
Os primeiros cristãos viviam essa espera com intensidade. Nós a vivemos interpretando os sinais de nosso tempo clamando para que o Senhor venha e nos ajude a implantar o Reino nas estruturas atuais. Suas palavras são seguras.
“Meu destino está seguro em vossas mãos”. A segurança é dinâmica e nos envolve em atitudes de responsabilidades com o Reino.
Por isso é necessário ler os sinais dos tempos, discernindo a presença do Reino nos acontecimentos do mundo.
É preciso criar uma espiritualidade para esse tempo de espera no mundo atual.
A imortalidade está unida a Cristo que venceu.
Ele, com um único sacrifício perdoou o pecado e foi glorificado.
Agora só espera que seus inimigos sejam colocados sob seus pés, isto é, que o mundo viva o Reino.
Relógio sem ponteiro
No final do Ano Litúrgico e início do Advento refletimos sobre o fim dos tempos com os fenômenos simbólicos que o acompanham.
Essa linguagem de tribulações da natureza se chama apocalíptica.
Era um modo de explicar para que se entendesse a seriedade do momento.
Quer dizer que devemos levar a sério nossa vida.
A Bíblia diz: “em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim”. Por isso Jesus conta a parábola da figueira: “Quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto.
Assim, quando virdes acontecerem essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas” (Mc 13,28-29).
Jesus não convida a viver com medo, mas viver com intensidade sua vida.
Ela dá certeza de que suas palavras são seguras e acontecerão a seu tempo: “Os céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (31). Vivemos, mas tudo caminha para o fim.
Quando isso acontecerá? Nem Ele sabe.
Só o Pai (32). É um relógio sem ponteiro.
Mostra o tempo e não a hora.

 
Joomla Slide Menu by DART Creations

Conteúdo Exclusivo

Seja um assinante e tenha acesso a este conteúdo! Ligue agora!(15) 3246-3700

Pesquisar no Site:

Você está conectado através do IP: 54.224.234.8