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Academia Art’ Movimento apresentou “O Planeta dos Palhaços” em Cesário Lange

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   Espetáculo lotou as poltronas do Centro Cultural José Trevisan

   A Academia Art’ Movimento de balé e teatro apresentou nos dias 28 e 29 de novembro a peça infantil “O planeta dos palhaços” no Centro Cultural “José Trevisan” em Cesário Lange (SP). O espetáculo de autoria de Pascoal Lourenço, teve adaptação e direção de Ana Érica Poles, cenário de Ana Maria Lia Batista, maquiagem de Angela Huggler, penteados de Barbar da Paz e figurinos de Rosangela Caliman.
   O espetáculo lotou as poltronas do teatro de familiares dos atores e bailarinos e também de amantes da arte.

O PLANETA DOS
PALHAÇOS

Por Gilberto Radicce

   O Planeta dos Palhaços, encenado no último fim de semana no teatro da AMDAFAP, é um espetáculo para pais enternecidos com o desempenho cênico dos seus filhos, mas proibido para os cardíacos, pela intensidade das emoções que libera. É uma experiência surpreendente e inesquecível, principalmente porque desconhecemos as potencialidades ocultas dos nossos filhos, e nos preocupamos mais com suas evidentes fragilidades. Mas no palco aquelas crianças se transfiguraram e manifestaram o oculto personagem que trazem adormecido. Essa transformação do artista ficou evidente quando no final do espetáculo cumprimentei uma das bailarinas, e quando perguntei quem ela era, sua resposta foi exclamativa: “Eu sou Alessa, a sua vizinha! ”. Ou seja, trapalhada minha, que vi em cena o personagem e não a pessoa, e méritos dessa artista, que no palco se transfigurou. Mas ver ou o olhar não é um procedimento tão simples como parece, pois, vemos a realidade subjetivamente, mediados por nossos sentimentos, juízos e opiniões. O tema da peça é uma crítica de crianças – figuradas como palhaços, os seus mais queridos heróis - que decidiram viver longe do perigo proporcionado pelo adulto, mas no final a esperança infantil triunfa sobre o medo e aos adultos é concedida mais uma chance de redenção. Esse enredo se desenvolve entre diálogos dos atores, intercalados com cenas de bailado clássico pelas elegantes bailarinas. Além de sua mensagem de exaltação de confiança na sabedoria jovem e infantil, a peça é envolvente, sequencialmente equilibrada, e revela a competência de sua diretora, a jovem Ana Érica Poles Soares, que soube distribuir os papeis dos atores, e escolher a equipe de suporte. É evidente que é produção teatral com artistas jovens e amadores, e a plateia precisa analisá-la sem comparações apressadas com as peças encenadas por profissionais. Também é preciso reconhecer as deficiências acústicas do teatro, que dificultaram a compreensão da fala dos atores. Mas no final, o saldo dessa iniciativa é positivo, principalmente se acrescentamos as dificuldades enfrentadas até que a peça estivesse pronta para sua apresentação. Pagamos os ingressos, mas bem pensado, no capitalismo tudo tem seu preço, e até no museu do Louvre, na civilizada Paris, os seus frequentadores pagam ingresso para visitar, mesmo com os inúmeros incentivos às artes proporcionados pelo governo francês. Mas aqui, abaixo da linha do Equador, coitados de nós, as artes caminham por muita persistência dos artistas, como Ana Érica e sua corte de artistas amadores, apoiados por seus familiares, estes incansáveis mecenas dos seus filhos. Mas a arte está no sangue dos artistas, e não perecerá. É este sangue que falta aos nossos dirigentes.

 
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