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Governo Federal avalia acabar com horário de verão

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O horário de verão já tem data para se iniciar: será no dia 15 de outubro, com encerramento no dia 17 de fevereiro de 2018. Mas, o possível fim do horário de verão passa por avaliação do Ministério de Minas e Energia e os órgãos do setor e pode deixar de existir no Brasil. O Ministério de Minas e Energia e os órgãos do setor avaliam que a aplicação da medida, que aproveita a maior incidência solar do verão, já não faz mais sentido para economizar eletricidade. O fator determinante para decidir se o horário de verão continua ou acaba será o costume e a cultura do brasileiro.
A mudança no perfil do consumo de energia dos brasileiros vem reduzindo a efetividade do horário de verão, avaliam os técnicos. Os quatro meses de furação da medida (outubro a fevereiro) geram pouca economia, de apenas 0,5% de todo o consumo elétrico do país.
Mudança no horário de pico
A aplicação do horário de verão resultava em maior economia no passado, quando mais pessoas tinham um horário de trabalho tradicional, chegando em casa no início da noite e ligando a iluminação e aparelhos elétricos em seus lares e criando um pico de demanda. Hoje, o uso de equipamentos de ar condicionado durante o dia (em especial nas tardes ensolaradas e quentes de verão) mudou a curva de consumo, colocando o pico no período da tarde.
“(Os órgãos governamentais) estão realizando um aprofundamento dos estudos em relação à efetividade do horário de verão para o sistema elétrico, tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga que vem sendo observada nos últimos anos”, explica o Ministério de Minas e Energia (MME) por meio de nota. Ainda de acordo com o Ministério, “esses estudos estão em andamento e servirão de base para os encaminhamentos futuros sobre a continuidade ou não da adoção do horário de verão”, completou.
Mesmo entre os técnicos do setor a medida tem defensores e críticos. Em março, quando foi apresentado o resultado de economia do horário de verão 2016/2017, o governo decidiu repensar a aplicação da medida. Os órgãos que participam do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiram fazer uma pesquisa em outros países para saber se há evidências sobre a efetividade do horário de verão nesse novo perfil de consumo.
A consulta a outros 15 países revelou que, para a maioria destes países, não há avaliação que justifique a efetividade do horário de verão do ponto de vista da economia de energia. Segundo ata da reunião do CMSE de maio, a consulta indicou que na maioria dos países a adoção da medida “está muito mais relacionada ao costume da população”.

 
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